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sábado, fevereiro 13, 2010

Gravações caseiras - Xangrila sessions

Estou avaliando a conveniência e oportunidade de instalar um Seymour Duncan JB na ponte da minha Ibanez RG350 japonesa (aparentemente vale a pena manter esse instrumento, pois o que tenho visto a venda é uma versão coreana/chinesa com marcação diferente e ferragens pretas). Além disso, seria o caso de mudar as cordas para 0'10. Em todo o caso, trouxe para a praia a fim de me ocupar com mais gravações. Ouvindo Lamb of God, Miles Davis, Megadeth, entre outros, busquei inspiração para retomar alguns riffs antigos.

1.ª sessão: Com afinação normal, toquei "Sluts of Justice" e com meio tom abaixo toquei "Shark Attack". Resolvi facilitar minha tarefa e cortei algumas ideias grandiosas. Assim, em "Shark Attack" reuni os riffs já existentes na sequência original, acrescentando apenas uns acordes após o riff dos versos e antes da repetição do riff inicial (modificado nessa repetição). Depois da segunda versão do riff dos versos, toquei o riff Iommi e em seguida o riff SOAD. No caso de "Sluts of Justice", iniciei os trabalhos com um riff de uma antiga "LOG session". Aumentei os bpms para a música ficar bem rápida. O riff dos versos é uma variação do principal de "Sluts", que volta para o refrão. O pre-chorus foi criado na hora, com notas soltas E-F#-G e umas notas mais agudas, atípicas no meu caso. Numa jam com um disco do LOG me ocorreu uma melodia com notas na 4.ª corda; aí foi fácil criar um riff com a 6.ª corda solta com palhetada sincopada utilizando D e Eb. No final, ocorreu-me um riff cavalice que registrei para melhor utilizá-lo mais além. Finalizei a sessão com o registro de uma ideia para uma música inspirada na minha cantora favorita, Kelly Clarkson. Peguei uma antiga linha de baixo utilizando as notas E-C-B e toquei com guitarra com pouca distorção e utilizando as posições 2 e 3 dos captadores da Ibanez. Ficou bem interessante, e para o refrão coloquei no captador da ponte (ficou mais distorcido) e utilizei uma sequencia antiquissima de acordes inspirada no MD 45, mas que lembrou bastante o AC/DC.

2.ª sessão: voltei para "Sluts of Justice", só ue desta feita com afinação dropped-D. Ficou bem mais agressiva. Criei nova parte com notas soltas e longas após os versos, antes do refrão com o riff principal. Outra parte também com notas soltas veio após a melodia na 4.ª corda. Ocorreu-me também uns acordes com pausas, e aí antecipei uma espécie de solo, apenas com uns bends climáticos nas cordas 2 e 3. Dei-me conta de um fato: falta-me riffs com tercinas - geralmente recorro a semicolcheias. Toquei, então, um riff que para minha satisfação tem tempo diferente, acho que 6/4 ou algo do tipo. É bem fácil de tocar, mas com várias notas e me permite alternâncias muito legais a cada execução. O riff dos versos foi bastante difícil de executar no bpm 135, sobretudo pelas palhetadas para cima nos power chords. Com várias notas também fiz um riff tipo pre-chorus. Depois de uns acordes pesados, toquei aquele riff cavalo que tinha criado na sessão anterior, desta vez mudando as repetições (ora com cordas soltas, ora abafando-as). Certamente é uma música que demanda bastante e é bem agressiva.

terça-feira, janeiro 19, 2010

Gravações caseiras - "Xangrila" e "Oblivious" 16 e 18.01.2010

É bastante comum ouvir alguma música e imediatamente pensar na ideia para algum riff ou parte de alguma composição. Numa jam com o mais recente CD do Lamb of God, ocorreu-me de aproveitar um riff antigo dropped-D para o qual já havia feito uma versão mais atualizada para a letra "Heal My Soul". Juntei esse riff com um prechorus estilo LOG e trabalhei em cima de um riff tipo "Acid Rain" do Liquid Tension Experiment, com o máximo de pull-offs e cordas soltas possível. Peguei, então, uma drum track do LOG e fiz uma gravação com uma guitarra que levei para a praia, e registrei a primeira versão para "Xangrila". Não pude gravar as três guitarras pois a 4.ª arrebentou e não tinha os equipamentos para trocar as cordas. Em casa, gravei nova versão, com outra guitarra, e agreguei o baixo. Na mesma sessão, utilizei outra drum track e fiz uma versão para "Oblivious". Deu para encaixar um riff estilo Dream Theater sobre a 6.ª corda solta, mas a velocidade arrasa-quarteirão do LOG impediu uma execução perfeita, então o resultado ficou inaceitável, a não ser para mero efeito de registro das ideias.

domingo, janeiro 03, 2010

Gravações Caseiras – “Down Under” 02.12.2009

Depois de gravar versões novas e satisfatórias para “Fistful” e “Dark Horse”, pluguei a guitarra com a cabeça vazia, i. é, sem ideias de riffs ou de músicas. Achei que seria uma sessão infrutífera, então apenas praticaria alguns exercícios com o metrônomo a 60 bpm. Ocorre que aí toquei um riff que reuniu várias das influências recentes, e em pouco tempo mais uma música apareceu. Achei boas as ideias de (a) fazer músicas bem pesadas com andamento bem lento, como o Heaven and Hell fez em “The Devil You Know”, e (b) fazer riffs com bends longos nas cordas mais graves, como o Alice in Chains fez em “Check My Brain”. Além disso, não queria baixar a afinação (para drop D, por exemplo), e queria um riff que não fosse mais um calcado na 6.ª corda solta. Então fiquei satisfeito com o riff que utiliza apenas G#, F# e C# (E-B), com um Bend coxudo na primeira nota (alcançando A). Quando parti para compor os demais riffs, deparei-me com a dificuldade de me manter a 60 bpm, então aumentei para 80 bpm e gravei tudo até o final. O riff seguinte se mantém nas mesmas posições, com utilização do E da 6.ª corda solta apenas como apoio. O riff dos versos achei bem satisfatório e, pensando em retrospecto, tem cara de Iommi nos anos 1980. Basicamente é em F#. Para o refrão, recorri a power chords: C#, E, B e uma pequena subida F#-E-F#-G#-A-B-C#. A base do que pode ser um solo de guitarra ou outro verso é bem simples, mas com palhetada thrash na nota pedal B.

segunda-feira, outubro 12, 2009

Gravações Caseiras ("Fistful" - 12.10.2009)

Algumas questões das gravações de guitarras ainda não estão plenamente resolvidas. O Valmor/Bruce parece ter se animado com alguns riffs mandados ano passado - provavelmente pela aptidão de alguns para fazer músicas estilo OSI - e mandou duas versões para "Oblivious" com utilização de sons eletrônicos. Existe dúvida quanto ao direcionamento a ser dado ao material, e a mim parece que valeria fazer algo com som Heaven and Hell, Metallica e Lamb of God. Nesse sentido, mandei um mp3 com a versão mais atual de "Dark Horse", com alguns bons solos que registrei em data diferente da que gravei os riffs básicos (por isso há diferença de volume); recebi o arquivo com uma bateria provisória (alguns momentos, como o da base dos solos, podem ser preservados). Após ouvir o novo do Alice in Chains ("Black Gives Way to Blue"), tive uma ideia para retomar "Fistful". Aproveitei o feriado e gravei (a) a introdução D-F com distorção (do Gearbox timbre Evanescence) e botão do volume da guitarra entre 3 e 4; (b) o tema inicial com acréscimo de chorus e digital delay; (c) parada estratégica em D; (d) riff "Fistful"; (e) refrão D-F-G da gravação do ano passado, executado duas vezes, e na segunda vez com um pequeno tema com terças; (f) uma parada mais cavala, que ficou estranha com o metrônomo a 100bpm; (g) um riff Sabbath com D-G-G#, que serve de base para um solo de guitarra; (h) a introdução, primeiro abafando as cordas, depois com distorção full throttle; (i) finalizando com uns acordes tirados do riff de "Ressurrection Time" do John Norum, todos utilizando D (gosto bastante de atacar de baixo para cima, criando um efeito de "rasgar" as cordas). Agora a tarefa é conseguir fazer o programa criar um mp3 com a faixa inteira, que chegou a uns 6min, bem como gravar outra versão melhorada nas passagens das diversas partes (a primeira versão foi perdida após uma tela azul do micro; as várias horas não foram totalmente inúteis, pois rapidamente fiz uma versão menos caprichada para fins de registro).

segunda-feira, maio 25, 2009

Gravações caseiras (Dark Horse - 23.05.2009)

Já li que um método de composição é sentar com a guitarra e ficar improvisando até sair alguma coisa útil. É o método "90% de transpiração e 10% de inspiração". Dia desses fiquei praticando riffs com uma distorção legal ("spinal...") e afinação dropped-D, e cheguei num que me pareceu simples e legal, mais ou menos como alguns do Iommi. De fato, Sabbath com Dio (ou Heaven and Hell) tem sido uma influência, e gravei três riffs para uma faixa que dei o nome de "Dark Horse". O primeiro riff, que começou tudo, é simples e repetitivo, que serviria para ser acompanhado por vários andamentos de bateria (lento, rápido, quebrado, etc). O segundo riff tem mais notas, as primeiras são mais alongadas, as outras seguem padrões de escala, numa tentativa de utilizar uma influência Lamb of God (que compõe diversos riffs cheios de notas nas duas cordas mais graves). O terceiro riff lembra o primeiro, mas tem início e desfecho diferentes, e inicialmente pensei que serviria para os versos, mas agora acho que poderia ser um bom refrão. Depois disso fiz uma sequência de acordes com power chords com as notas tocadas individualizadamente, e em seguida o mesmo riff inicial com power chords. O resultado é animador, gostei bastante do timbre e do clima dos riffs.

terça-feira, abril 21, 2009

Gravações caseiras (The Devil Song)

Há tempo que queria fazer uma música que começasse com andamento bem arrastado, no estilo que Dio costuma empregar em sua carreira solo, ultimamente, e também nas mais recentes faixas de Heaven and Hell. Ouvi uma prévia do disco novo dos caras e me ocorreu uma ideia para um riff muito antigo que serviria para o início da faixa. Compus um riff para os versos, bem simples mas com uma baita pegada, e coloquei uns power chords como refrão (D-C-Bb), colorido com umas oitavadas. Antes de voltar para o riff dos versos, toquei uma versão pouco diferente, com uns harmônicos tipo Zakk Wylde. Para a base do solo toquei um pouco mais rápido, apenas duas notas (as mais graves) e fiz um solo que dobrei uma terça acima. O resultado ficou muito legal. Decidi não agregar mais nada e encerrei com o riff inicial. Timbre utilizado foi o lunático (com delay e chorus no solo) e afinação dropped-D.

sábado, novembro 22, 2008

Gravações caseiras (Shark Attack)

Depois de muito tempo, tive um momento para retomar as gravações (a última série remontava a agosto). Não estava conseguindo obter resultados satisfatórios com o feijãozinho via usb, mas no método da tentativa e erro descobri que poderia utilizá-lo como gravador e como reprodutor (e assim ouviria por ele o playback e o metrônomo). A motivação, no entanto, agora ficou maior, pois consegui novos equipamentos para registrar guitarra e baixo (BFG, SX SJB75, UX1). Tenho ouvido bastante o "Death Magnetic" do Metallica, além de - em maior ou menor medida - "Gambling With the Devil" e "The Dark Ride" do Helloween, "Twilight in Olympus" do Symphony X, "Live Radio City Music Hall" do Heaven and Hell/Black Sabbath, "The Inner Mounting Flame" do Mahavishnu Orchestra, "Black Ice" do AC/DC, "Subliminal Verses vol.3" do Slipknot, "News of the World" do Queen. Escolhi refazer a gravação de "Shark Attack", e utilizei a distorção "over bite". Gravei basicamente os mesmos riffs da versão original, em todos os casos toquei quatro vezes os riffs, duas vezes cada (em um ou outro caso gravei uma terceira guitarra uma oitava acima). Desta feita, no entanto, resolvi tentar colocar os riffs em ordem de execução para facilitar a tarefa de reunir esses riffs, pois o método de composição que tinha inicialmente imaginado não deu certo, e vou tentar fazer por conta. E aí me ocorreu a dificuldade de compor músicas muito boas, com todas as partes e riffs fortes. Mais ou menos com o próprio Hetfield admitiu ao comparar "Load"/"Reload" e "Death Magnetic" e fazer o seguinte raciocínio: "é melhor compor poucas músicas fortes do que um monte de músicas com resultados variados". Sei que alguns riffs que tenho na manga há muitos anos muito bons, mas a dificuldade é criar outras partes (para versos, refrões, etc) que sejam tão dinâmicos e fortes quanto esses riffs originais. No caso dessa segunda versão para "Shark Attack", tirei alguns excessos e agreguei dois riffs para a parte que vem depois do riff SOAD, sendo o primeiro no mesmo esquema Em, mas executado de um jeito que exigiu bastante da palhetada na mão direita (é certo que uma das virtudes de Hetfield é o domínio dos downstrokes e da palhetada staccato); a segunda parte é uma modulação desse riff para Fm, mas um pouco mais cadenciado e execução facilitada. A partir daí me ocorreu de tocar uns acordes (power-chords) B-D-A-G com umas firulas no último compasso; quando toquei para ouvir se as guitarras estavam sincronizadas, ocorreram-me algumas notas e resolvi registrar um pequeno solo sobre essa parte. Todos esses riffs, tocados quatro vezes, consumiu mais de 5min, de maneira que a música será longa se mantidas todas essas partes, e a intenção é exatamente essa. Parti, então, para a gravação do baixo, e o fiz basicamente no primeiro take, preservando as linhas da guitarra. Permiti incorporar uns mini solos de baixo na parte em que ficam os acordes F-E suspensos, criando a tensão que se resolve no riff SOAD, apenas como sugestão para um baixista de verdade debulhar nessa parte. Gravei tudo com afinação normal e fiquei bastante satisfeito com o timbre na hora que estava tocando (ainda preciso avaliar se o registro está bom). Agora penso em como posso fazer para registrar as idéias para a linha de bateria. Ao final, ouvi as gravações de "Oblivious", "Fistful", "Heal my Soul", "Aunt Evil" e "Ace´s High" e fiquei positivamente surpreendido com o bom resultado na maioria dos casos.

segunda-feira, outubro 20, 2008

"Ignitin´" - o CD da Burnin´ Boat (2001)

Ignitin´

A história do nosso cd começou a partir do momento em que consolidamos a formação da banda e reunimos um punhado de composições próprias. Após o ingresso do Nilton e do Cláudio evoluímos rapidamente e fizemos bons shows. Em meados de 2000, Bruce acenou, então, com a possibilidade de patrocínio do cd, e o esquema foi mais ou menos o seguinte: a mãe do Bruce, a Janice, havia custeado uma grande viagem do irmão dele pelo exterior, e assim ela queria fazer algo do tipo para o filho mais velho; como o Bruce não se interessava por viagens desse tipo, surgiu a idéia de que a Janice poderia arcar com a gravação do cd. Assim, a nossa responsabilidade seria, exclusivamente, o comparecimento ao estúdio para gravar as nossas músicas. O repertório consistia em “Hidden”, “Over the Moon”, “Boats are Burning”, “Cold Wind”, “Noise Garden”, “Sweet Thing” e “Attitude Adjustment”, além das covers de Fastway (“Say What You Will”, imortalizada na abertura do seriado Armação Ilimitada) e do conhecido tema de abertura do seriado japonês Spectreman.

A escolha do estúdio e do produtor foi feita pelo próprio Bruce, que acatou sugestão do Pedro, que já utilizava largamente o Estúdio Brother´s e o Wayner há um bom tempo, seja com a Parasite, seja com a Winston. A idéia era a de que cada instrumento seria gravado separadamente, e que com tudo gravado no micro poderíamos regravar as linhas no futuro sempre que quiséssemos (mais tarde soubemos que as coisas não eram assim tão simples, e que tomaria um tempo tão grande na mixagem das faixas que seria mais fácil gravar tudo de novo).

No inverno de 2000, lá por junho, começamos as gravações. Acho que foi num sábado que gravamos as linhas de bateria – eu tocando junto à mesa de som, e o Bruce isolado no estúdio. A primeira música foi Boats are Burning, e a estratégia do Bruce que era a de gravar logo a música mais rápida, para aproveitar que estava descansado, se revelou despicienda, pois na verdade era mais importante aquecer com uma mais tranqüila. Gravamos, então, Over the Moon, e sucessivamente todas as outras. Acredito que o próximo a gravar foi o Nilton, que numa manhã gelada gravou todas as suas linhas, basicamente na primeira tentativa (talvez só o início de Noise Garden, que ainda não estava bem assimilado, tenha causado alguma complicação). Acho que a guitarra base, sempre gravada duas vezes, foi completada em uma ou duas tardes. Quando fomos gravar os meus solos, rolou um mal-entendido incrível, que quase arruinou a gravação do cd. Foi uma falha de comunicação entre eu e o Wayner, e após várias horas de gravação, quando percebi que todos os solos que eu tinha feito até ali – tudo em um take só - , com todos os erros, estavam valendo como se fossem as versões definitivas, me decepcionei com o grande número de pessoas da banda e de fora da banda que estava na mesa de som e não percebeu que algo estava errado. Sucedeu um período bizarro de insatisfação crescente, no qual as coisas não eram ditas abertamente, até que meses depois nos encontramos na Famecos, eu, Bruce e Luciano, e falamos sobre todas essas babaquices. Felizmente superamos tudo isso, e reiniciamos as gravações em fevereiro de 2001, já com duas novas (e boas, a nosso juízo) músicas: Heartbreakin´ e Black Dressing Soul. Essas músicas foram compostas em ensaios, e resolvemos acrescentá-las ao repertório do cd.

Essa segunda etapa de gravações foi mais rápida; em umas duas ou três sessões gravei as guitarras dessas novas, e refiz as de “Over the Moon” e “Say What You Will”, bem como o solo da primeira. O Cláudio e o Nilton também não tiveram problemas, e o Luciano finalizou as gravações de todos os vocais. Com tudo registrado, o Bruce e o Wayner dedicaram algumas manhãs para mixar as músicas e finalizar o projeto. O Bruce e o Minduim cuidaram da parte gráfica do encarte e de toda logística, e assim no início do inverno de 2001 tínhamos o cd pronto. A idéia do título “Ignitin´” foi do Bruce, assim como a de não agradecer ninguém que não a mãe dele (sem a qual o cd não teria sido possível na época) e a Raquel (que compôs a letra de algumas músicas para a banda, notadamente “Hidden” e “Cold Wind”) nos créditos. As fotos do encarte foram tiradas pelo Bruce, e o modelo foi o Luciano, no cais do porto.

As músicas

BOATS ARE BURNIN’ – O riff dessa música surgiu numa tarde de sábado de 2000, na qual estava ouvindo o cd “Time of the Oath” com a guitarra plugada no amplificador. A 2.ª faixa desse disco é Steel Tormentor, e tem uma introdução rápida de bateria. Tão logo ouvi essa parte de bateria, no instante em que o Helloween iniciaria a música, eu toquei a primeira coisa que me veio à cabeça, e o fiz como se estivesse acompanhando os guitarristas do Helloween. Saiu então uma versão primitiva do que seria o riff de BAB. Pratiquei um pouco e dei contornos finais ao riff com um tipo de estrutura que prezo bastante: um riff de quatro compassos, sendo 1 = 3 e 2 =/ 4 no último tempo. Imediatamente fui ao computador reproduzir as notas no GuitarPro e mandei o arquivo para o Bruce. O resto da música foi composto em jams como Bruce. Não estava muito certo quanto ao que seria tocado nos versos; o Bruce sugeriu, então, que se mantivesse o ritmo na corda A (5.ª corda solta), e que ao final de cada tempo eu tocasse um acorde – elegi, então, o D na primeira vez, e o G na segunda. A parte lenta foi criada num daqueles momentos em que estamos realmente sintonizados na música, e a sucessão de acordes me remete a Black Sabbath (e.g., “Sympton of the Universe”). Foi numa jam memorável com Diego, da Hibria, e Jorge Gordo, que incrementamos essa parte do meio com uma 2.ª guitarra diferente da 1.ª – esta tocaria a seqüencia de acordes e a outra faria uma melodia diferente. Essa perspectiva foi proporcionada pelo Diego, que abriu a nossa cabeça para as possibilidades de interação entre duas guitarras. A parte do baixo, aqui, foi baseada em um improviso do Petry do Slap, um baixista da Famecos arranjado pelo Luciano, e que ficou tão legal que pedimos que o Nilton mantivesse. Com dois guitarristas, pudemos utilizar o riff principal para a base dos solos, que seriam no estilo Iron Maiden – um depois do outro, com 4 tempos para cada um. O meu solo foi todo ele planejado em casa, na véspera da gravação do cd, e até hoje fico bastante satisfeito com a sua composição e planejamento. Utilizei influências como Ace Frehley (no começo), Marty Friedman em “Hangar 18” do Megadeth, George Lynch em “Kiss of Death” do Dokken (na parte com a 1.ª corda solta). A letra também tem uma história à parte: foi toda ela composta pelo Bruce, mas com o título “Play my Game”, que julguei altamente não apropriado para o quão legal eu achava que a música era. Eu realmente achava que se tratava de uma baita música, e que merecia um título à altura, mais ou menos como são as músicas do Yngwie Malmsteen, que já começam legais pelo título (“Rising Force”, “Vengeance”). Assim, sugeri que o título fosse “Boats are Burning”, fazendo referência ao nome da banda, e influenciado por “Now Your Ships are Burned” do guitarrista sueco. Bruce respondeu que não haveria rima; e foi daí que sugeri que a última fase do refrão fosse “Now that you see me comin´; you know your boats are burning”. Após a gravação do cd, o Bruce sugeriu que “Black Dressing Soul” fosse a primeira música, mas na minha cabeça a primeira música do cd só podia ser BAB, pois os melhores discos de hard rock-heavy metal começam com uma música rápida e forte: Burn, Love Gun, Creatures of the Night, todos os discos do Iron Maiden (exceto The X Factor). Acho que foi uma decisão acertada, pois permite a quem nunca ouviu a BB saber que se trata de uma banda centrada em guitarras vigorosas, no melhor estilo hard rock anos 80. As pessoas geralmente tem uma reação positiva a essa música, mas acho que o Cláudio e o Nilton não eram grandes fãs dela, de modo que foi retirada do repertório dos shows.

BLACK DRESSING SOUL – Essa música foi praticamente toda ela composta em jams com o Bruce. Para nós ela desde o início demonstrou claramente uma influência do Metallica na época Load. O riff principal utiliza as mesmas notas de “Ain´t my Bitch” e “King Nothing”. A parte original dos versos jamais me deixou satisfeito, de modo que sugeri que apenas o Nilton acompanhasse os vocais, com as guitarras voltando no pre-chorus (a versão que ultimamente vínhamos tocando incorporava as guitarras nos versos, com a 6.ª corda bem abafada, e afinação toda um tom abaixo). Claudio fez uns ad-libs nesses versos que ficaram bem legais na versão do cd. Especialmente no começo da banda, eu achei que as músicas deveriam ter várias partes, tendo em vista a influência Megadeth nesse ponto. Na época de BDS, lá pelo meio de 2000, eu já achava que as composições podiam ser mais simples, mas, ainda assim, entendi que deveria ter uma parte lenta nessa música, com um dedilhado, que surgiu espontaneamente e logo vi que podia ser utilizado em BDS. Essa parte me trouxe complicações nas apresentações ao vivo, pois às vezes não conseguia sincronizar o movimento de posicionar o dedilhado na guitarra com o de pisar no pedal de distorção (a pedaleira Digitech foi adquirindo um mal-contato que me forçava a pisar com força para desligar ou acionar a distorção). A música foi composta quando já tínhamos iniciado a primeira sessão de gravações do cd, de modo que provavelmente eu gravei ela com a minha guitarra nova na época (assim como Heartbreakin´). O solo dessa música ficou ao encargo do Cláudio que o fez de maneira magnífica no cd. A letra foi incumbência exclusiva do Bruce, e aparentemente é sobre a Raquel. BDS foi excluída do repertório dos shows por algum tempo, mas nos últimos ensaios, há algum tempo, vínhamos recuperando o gosto na execução dessa música.

SAY WHAT YOU WILL (Fastway) – Bruce e eu sempre cultivamos o gosto pela descoberta de bandas novas e pesquisa de bandas consagradas ou obscuras. A internet proporcionou contato com músicas de abertura de seriados de TV, somo Super Máquina (Knight Rider), mas por alguma razão resolvemos que seria legal ensaiar o tema da Armação Ilimitada (Juba & Lula). No cd, essa é a que teve o melhor registro das guitarras (provavelmente gravei as duas guitarras com a guitarra Cobra).

COLD WIND – O dedilhado que inicia e toma conta da música foi composta bem no início da banda, e se baseia em algumas notas de dedilhados do Iced Earth (na verdade, eu olhei para umas tablaturas e comecei a improvisar em cima das notas que estavam ali, e rapidamente fiquei satisfeito com esse dedilhado). Os acordes do refrão saíram naturalmente e a parte em A foi criada numa jam como Bruce. Tínhamos várias letras sem música, e achei que a letra de COLD WIND escrita pela Raquel poderia encaixar com essa música e deu certo. O solo inicial eu compus e registrei numas gravações caseiras toscas, mas achei que ficaria melhor para o Cláudio interpretá-lo; entretanto, pelo fato de ensaiarmos muito pouco essa música, a participação dele e - também do Luciano - ficou prejudicada (o solo, para o meu gosto, não tem um bom feeling, e os bends parecem fora de lugar). Essa falta de contato prévio e íntimo com a música impediu que sentíssemos o seu “espírito” e a gravação refletiu isso (a música tinha um encerramento que eu jamais consegui lembrar da sua execução, e assim no cd a música termina em “fade out”). Seja como for, foi legal colocar essa música lenta como a 4.ª na ordem do cd e serviu para mostrar a variação do repertório.

OVER THE MOON – Essa eu considerei por muito tempo como a melhor da banda. O riff foi composto numa madrugada insone de 1998, quando estava ouvindo o primeiro disco do Primal Fear (banda do Ralf Scheepers). Levantei da cama e peguei o violão e utilizei as notas F-G-Bb-C para compor esse riff que considerei, também, com um bom estilo Black Sabbath. Na mesma hora me vieram os acordes F-G-F-Bb-G que achei bem imponentes (a cadência acaba lembrando os acordes do refrão de Hidden). É uma das primeiras composições da banda. O Bruce escreveu uma letra com o título inverso de uma das minhas músicas favoritas do Black Sabbath – Under the Sun. Num ensaio Bruce-eu-e-Luciano, o vocalista encaixou perfeitamente a letra e a música estava encaminhada. Inseri um riff legal com a 6.ª corda solta, depois do refrão, e antes dos solos, o que me pareceu correto (dentro da idéia de colocar vários riffs e partes numa mesma música – aquele riff legal só aparece naquele específico momento, tocado 4 vezes; lembro que o Daniel Ace, numa jam, quando essa música sequer tinha letra, comentou que não entendia como eu tinha “modulado” a música daquele jeito, e tomei o comentário como um belo elogio, sem sequer saber o que significava “modular” a música – para mim parecia o jeito certo de tocar e soava bem).

ATTITUDE ADJUSTMENT – Trata-se de uma composição criada toda ela numa jam com o Bruce, em meados de 2000. Simplesmente toquei aleatoriamente uns acordes (E, G, A, G, E), mais ou menos como Eddie Van Halen em Eruption, e o Bruce emendou uma batida rápida na batera. Instantaneamente toquei esse riff tipo Stratovarius e fomos tocando até o final. Gosto de Stratovarius, Helloween e Van Halen, e então essa música era o meu tipo de música; mas jamais acharia que o Bruce gostaria de uma composição dessas. Para minha surpresa, o cara curtiu e deu a ela um nome que ele achava legal – e que aparentemente vem a ser o nome de uma faixa do Aerosmith. Antes que eu pensasse em colocar uma letra nela, o Bruce ponderou que poderíamos deixá-la como estava, sem vocais. O fato é que incluímos no repertório dos shows e por alguma razão entendemos oportuna a inclusão dela no Ignitin´, e a gravação deveria reproduzir tanto quanto possível aquela primeira versão tocada espontaneamente numa jam. É uma faixa rápida, divertida e descomplicada, mas nem um pouco memorável. Curiosamente teve um cara que resenhou o cd e publicou na internet num desses sites de rock; a única música que ele se abriu foi essa, justamente a que menos nos representava musicalmente (esse foi um dos poucos retornos negativos que tivemos de Ignitin´; o cara não poupou palavras para criticar a ausência de sentido em gravar tantas músicas num cd demo em detrimento da qualidade da gravação. Realmente, o crítico tinha toda a razão; mas nós pessoalmente queríamos gravar um cd que fosse mais que uma demo de 2 ou 3 músicas – queríamos gravar um cd que se parecesse o máximo possível com um cd gravado por uma banda).

HEARTBREAKIN´ - Numa noite de sábado ou domingo qualquer estava tocando guitarra e gravando alguns riffs no computador até que surgiu esse riff incrível, com características de Van Halen e Impellitteri. Foi um momento incrível no qual o riff saiu inteiro de uma vez só, começando em A, avançando para G e voltando para F (as notas saíram exatamente do jeito que eu imaginei na minha cabeça e fiquei admirado como não precisei de nenhum contorcionismo para tocá-las – era só aplicar as notas do acorde de F maior), e finalizando com uma seqüência de notas que retornaria para A (E-F-G-A-C-D). Os versos são inspirados em Impellitteri na música Stand in Line. Algum tempo depois, numa tarde de sábado em que estava me preparando para o ensaio semanal da época me veio a parte com as pausas do meio da música até a entrada do solo: imediatamente pulei da cama e gravei tudo de cabeça no Guitar Pro no computador. No ensaio daquele dia finalizamos a música. Depois o Bruce fez a letra.

HIDDEN – Trata-se de uma música especial, pois foi a primeira música de nossa autoria com começo-meio-e-fim. O riff principal eu criei em 1998 quando estava apenas lendo umas tablaturas de músicas de banda de trash e black metal tipo Slayer e outras (foi um exercício exclusivamente visual, só para ver as notas que os caras costumavam usar nos riffs, dado que jamais tinha ouvido quaisquer das músicas). Assim, brincando com as notas é que compus o riff principal. O riff dos versos, na versão do cd, foi composto a partir de uma idéia do meu colega de faculdade na época, o Tiago; em essência, peguei aquele riff dele e dei uma incrementada (mudei a nota G# para G e acrescentei a última virada – é similar com o que o Lars fez com o riff de Enter Sandman do Kirk). Na época eu achava que as boas músicas deveriam ter vários riffs e partes, como preconizava Dave Mustaine. Depois de criar os acordes para o refrão, achei conveniente colocar uma parte com guitarra limpa. Inicialmente, o último verso da letra composta pela Raquel era cantada nessa parte (e desse jeito a música foi apresentada no 1.º show da Burnin´ Boat, em 1999, no CECAF). Mais tarde, com o Cláudio, optamos por deixar ali o seu solo de guitarra, e o último verso seria cantado sobre a base do meu solo. Lembro que quando a banda ainda tinha Felipe Stanley e o Pedro eu tinha criado um riff bem rápido para a parte que se seguiria à lenta, mas rapidamente a idéia foi descartada, pois o Pedro jamais conseguiria tocar aquilo no baixo. Assim, na mesma hora em que minha idéia foi repudiada, imediatamente sugeri “então, vamos tocar esses acordes, assim” e toquei A-F-D-E, o que funcionou legal inclusive para a volta, ao final do solo, para o riff inicial. Para o riff, a idéia inicial era seguir uma idéia que Marty Friedman explicou em relação ao solo de Symphony of Destruction: começar com poucas notas, bem devagar, para depois ir com tudo. Assim, as primeiras tentativas foram nesse estilo. Depois, evolui para um início com a pentatônica de Am, com uns bends e tal, passando para a pentatônica de E, com mais bends. Na gravação surgiu uma melodia legal. Com todas essas partes, pode-se dizer que é um mini-épico da Burnin´ Boat com pouco mais de 4min, mas com bastante pretensão e intuição.

SWEET THING – No começo da banda, eu tinha um gosto por bandas de heavy melódico, mas o Bruce tinha preferência por rock mais tranqüilo tipo Fleetwood Mac e Black Crowes (o cara não podia nem ouvir falar em Dream Theater: “é uma banda que faz bons covers, mas as músicas próprias são chatas”). Assim, eu tinha que me policiar para não fazer com que a banda não se tornasse totalmente metal, o que desagradaria imensamente o baterista. Assim, numa tarde qualquer, deixei tocando o cd Made in Germany do Axel Rudi Pell e durante a música Nasty Reputation eu toquei junto com a guitarra, mas o riff que eu tocava era diferente da que tocava no cd; apenas aproveitei o ritmo da bateria e compus o riff mais rocker do cd. Com uma lista de letras do Bruce disponível (acho que essa era sobre a Carol), eu resolvi encaixar o riff na letra de Sweet Thing, e o refrão com aqueles acordes E-E-A-B saiu imediatamente. Mais tarde encaixei aquele riff que utiliza a pentatônica de A para dar uma mudança antes do solo.

NOISE GARDEN – Essa música foi composta inteira num ensaio Bruce-e-eu, bateria e guitarra, em meados de 2000. A guitarra afinada com a 6.ª corda em D desde sempre proporcionou uma facilidade incrível para criar riffs legais, e após aquele ensaio levamos as fitas para casa, gravamos os mp3, e escrevi os riffs no Guitar Pro. A partir daí apenas estipulei a ordem dos riffs e a música estava pronta. Achamos que tinha um estilo Soundgarden, daí o nome de trabalho “Noise Garden”, tipo gozação. Resolvi, então, escrever uma letra de gozação sobre a temática grunge e suas letras depressivas-deprimentes. Mandei alguns versos e o refrão pro Bruce e ele escreveu o resto. A gravação das bases dessa música foi muito legal; pluguei a guitarra Squier Stratocaster do Bruce no amplificador (acho que Fender) do estúdio e consegui um timbre distorcido muito legal. Seco e poderoso. Enquanto tocava eu percebia que o som estava muito legal. Realmente senti muito gosto de tocar aquele riff daquele jeito. Por alguma razão eu resolvi fazer o solo dessa música e durante muito tempo me julguei capaz de fazê-lo. Até hoje acho sensacional e me surpreendo com o início com bends e depois aquele lick com a ponte que remete a Joe Satriani (no final da música Surfing With the Alien). O resto do solo também me parece bastante satisfatório. Nos últimos tempos eu optei por me concentrar nas funções de guitarra base e deleguei ao Cláudio a tarefa de executar o solo de Noise Garden, e o legal é que ele preservou esse lick Satch. É a única música com afinação diferente no disco, e por essa razão com maior peso, de modo que deixamos por último. Na época, não achava que fosse uma grande composição – sequer era tocada nos primeiros shows e demorou para ser ensaiada com a banda inteira - , mas aos poucos fomos inserindo no set list e hoje a considero um clássico da banda, e o início de uma tendência de compor com essa afinação (dropped-D).

SPECTREMAN – Achamos na internet o mp3 com a música de abertura do memorável seriado japonês Spectreman. O Guilherme Deathroner tirou a parte do baixo, o que acabou me motivando para tirar a parte do violão. A partir daí se tornou um hino da banda a ser tocado em todos os ensaios e shows. Resolvemos colocar como faixa-escondida do cd. Eu gravei as bases com a guitarra Squier Stratocaster do Bruce. Na hora do solo (que eu geralmente fazia) optou-se por delegar a tarefa de gravar a base ao Cláudio, pois ele tinha maior aptidão para fazer alguns barulhos diferentes e truques legais com a guitarra; mas ele acabou se limitando a fazer os acordes com um único toque, finalizando apenas com um harmônico artificial. Nada muito inventivo – eu poderia ter feito tudo aquilo. Mas só assim para ter os dois guitarristas gravando essa faixa.

sábado, junho 21, 2008

Guitar recordings Jun/2008

Já faz umas três semanas que conto com o meu "feijãozinho", e desde então tenho dedicado o tempo que posso para registrar alguns riffs e mandar para o Bruce formatar músicas, dando continuidade a uma experiência que iniciamos e interrompemos simultaneamente há mais de um ano atrás.

Sempre quis fazer esse tipo de gravação em casa, de modo que é praticamente como realizar um sonho (ou pelo menos um deles); algumas músicas compusemos há muitos anos, mas depois do primeiro disco da Burnin´ Boat (Ignitin´, de 2001), outros são riffs soltos, e uns poucos riffs recentes. Tenho procurado compor coisas novas enquanto estou gravando uma faixa, especialmente para acrescentar novas dimensões a algumas idéias meio antigas.

Shark Attack: para a primeira gravação, finalizada em 31.05.2008, elegi uns riffs que já tocávamos ainda em 2002/2003, aos quais dei o nome provisório de "Shark Attack" em homenagem ao filme "Tubarão", e como uma espécie de sacada-genial, tendo em vista o nome da banda. O riff inicial é bem rápido, com triplets e uso da 5.ª corda solta, além da corda E, sempre presente. Compus esse riff em um final de tarde de domingo quando estava ouvindo "Reload" do Metallica; coloquei o cd para rodar, e tão logo Hetfield cantou o "Gimme fuel, gimme fire, gimme that which I desire, huh", toquei na guitarra a primeira coisa que veio à cabeça. Realmente gosto desse riff. Na época tinha inventado um outro riff para ser a parte cantada, mas ano passado, por influência de bandas mais novas de metal tipo Lamb of God, compus um riff quebrado e inseri entre o riff principal e o riff principal com uma quebrada 7/8. Para a parte cantada, dei uma atualizada no riff que antigamente tocava, com o qual nunca havia ficado satisfeito por ser meio retão. Ano passado fiz um arquivo num programa que faz tablaturas, e havia inserido uns riffs inspirados também no Lamb of God. Depois de ouvir bastante Dio, tomei gosto pelas músicas arrastadas do cara, e procurei fazer um riff bem pesado e lento, para dar uma climatizada na faixa. O resultado me pareceu muito bom, espero que ninguém diga que parece com alguma música do Dio, ou do Sabbath, ou do GZR. Registrei uma seqüencia de power-chords E-F, para que sirva de introdução a um riff muito legal, que tento fazer com bastante ataque, inspirado em parte de um riff do System of a Down (e que o Dream Theater, posteriormente, fez um bem parecido em "Endless Sacrifice"). Depois disso, fiz só mais uma parte, e agora ouvindo novamente parece-me que ainda faltou alguma coisa. Escolhi como distorção apenas a simulação do amplificador Marshall JCM-800, que é um clássico para o heavy metal.

Fistful: em 2003 fizemos um ensaio no qual compusemos umas partes muito boas para músicas com afinação dropped-D, só que nunca conseguimos finalizá-las satisfatoriamente. O Barboza sempre diz que as jams que fizemos naquele ensaio sinalizavam que estávamos para compor músicas realmente muito boas, mas por uma série de razões acabamos não levando a efeito essa nova onda criativa. O riff principal é um tocado basicamente com as cordas abafadas, algo que sempre quis fazer ao ouvir algumas músicas do Dave Mustaine no MD.45, além da própria "Train of Consequences" do Megadeth. Só que nunca me pareceu conveniente que a música começasse direto com o riff, então resolvi agregar (01.06.2008) uma pequena introdução com os acordes D e F dedilhados nas cordas 6.ª, 5.ª e 4.ª de uma forma que pudesse indicar uma quebra na métrica 4/4. Na hora fiz uma espécie de teminha para tocar sobre esse dedilhado e coloquei um delay estéreo que ficou bem legal, apesar de que não consegui muita sustentação nas notas mais longas. Além do riff principal, não tinha mais muita coisa composta previamente, então gravei uns acordes, e uns riffs que me foram ocorrendo na hora, tentando manter a sensação de que as notas estavam sendo cuspidas na guitarra (tipo Pantera e tal).

Oblivious: em data mais recente, 15.06.2008, registrei uma outra das antigas, a qual agreguei partes novas. A parte antiga é formada por um riff inspirado em Zakk Wylde no disco "Down to Earth" do Ozzy, que me parece perfeito para acompanhar os versos cantados, seguido de uns power chords entremeados com a 6.ª corda solta. Mais uma vez me utilizei da sempre eficiente afinação dropped-D. Ano passado, após ouvir Lamb of God, compus um riff baseado livremente em "Redneck", e utilizei como introdução: primeiro acústico e em baixa velocidade, depois com distorção e no andamento normal. Na parte acústica inicial não me privei de gravar um teminha com as notas principais, utilizando o timbre de uma música do Queen. Aproveitei ainda um riff bastante antigo, que havia composto para uma música do Barboza, "Spiders". Depois disso me ocorreu na hora um riff muito legal, bem complicado de executar, e que tive de praticar bastante na hora da gravação; é todo ele na 6.ª corda solta, mas com bastante notas bem rápidas, e lembra umas partes instrumentais do Dream Theater. No final brinquei com um pouco com harmonizações em terças, e antes de encerrar a gravação ouvi um mp3 de um ensaio antigo em que tocamos essa música e descobri uma pequena parte em que eu e o Cláudio tocamos um tema harmonizado em terça (o que jamais foi costume).

segunda-feira, agosto 13, 2007

gravando Ignitin´ parte XII (vocais)



Na gravação dos vocais (no vídeo original o Bruce diz que é o dia 20 - suponho que seja 20.02.2001), todos os instrumentos já haviam sido registrados, de modo que o Luciano cantou sobre a versão definitiva das músicas. No vídeo aparecem Heartbreakin´, Black Dressing Soul, Noise Garden (inteira).

segunda-feira, agosto 06, 2007

gravando Ignitin´ parte XI (vocais)



Com o Nílton resolvendo as coisas rapidamente com a gravação do baixo, sobrou tempo para o Luciano iniciar o registro dos vocais. Nesse vídeo a faixa mostrada é Spectreman.

segunda-feira, julho 30, 2007

gravando Ignitin´ parte X (baixo)



O Nílton precisou apenas de parte de uma sessão para registrar o baixo das músicas (22.02.2001, dia do seu aniversário, conforme depoimento do Bruce na ocasião). O vídeo registra alguns momentos típicos das gozações do baixista, assim como o tapping da parte lenta de Hidden e as linhas de Over the Moon, Black Dressing Soul (no final tem o iniciozinho de Noise Garden, única parte que o Nílton enfrentou alguma dificuldade).

segunda-feira, julho 23, 2007

gravando Ignitin´ parte IX (guitarras)



No final da minha participação nas gravações, registramos a parte pesada de Spectreman; o Cláudio ficou incumbido de gravar a base do solo para inserir alguns efeitos e também o próprio solo, na expectativa de que ele fizesse alguns ruídos ou malabarismos legais, mas ele solou não muito diferente da minha versão com exceção do harmônico artificial na última nota. Os filhos do Wayner se divertiram bastante com a câmera do Minduim.

segunda-feira, julho 16, 2007

gravando Ignitin´ parte VIII (guitarras)



Prosseguindo as gravações de guitarras base (17.02.2001), registramos as linhas para Black Dressing Soul (com a guitarra do Cláudio - não estou certo se usamos o Sansamp dele também), e Say What You Will (timbre magnífico) no qual as duas guitarras ficaram bem sobrepostas. Na sessão eu gravei o solo para Noise Garden (aparece eu conferindo o resultado final). Lembro que deixamos por último Spectreman e que não estava conseguindo dar o andamento correto com a mão direita (isso aparece claramente no vídeo, a batida estava muito dura - incrível como parece que deu um bloqueio, mas tentei seguir até o fim e deixamos gravada uma versão aceitável).

segunda-feira, julho 09, 2007

gravando Ignitin´ parte VII (solos de guitarra)



Prosseguindo com os solos do Cláudio, esse vídeo mostra algumas tentativas para Say What You Will e para o início de Cold Wind.

segunda-feira, julho 02, 2007

gravando Ignitin´ parte VI (solos de guitarra)



Seguindo a sessão de solos, constam desse vídeo umas quantas versões para a parte lenta de Hidden (o timbre do Cláudio deixou bem legal os bends e os harmônicos com a palheta).

segunda-feira, junho 25, 2007

Burnin´ Boat - gravando Ignitin´ parte V (solos de guitarra)



Cláudio foi o responsável pela maior parte dos solos de guitarra do cd. No vídeo, de 16.02.2001, aparece um aquecimento com Panama (do Van Halen), um trecho do solo inicial de Cold Wind, um aquecimento com riff de Heartbreakin´, centenas de versões do solo dele em Boats are Burning (legal é ver a agilidade do cara no braço da guitarra - tanto a digitação da mão esquerda - cheia de pull-offs e hammer-ons - como a palhetada da mão direita, sem muito esforço e com a palheta de aço, são bem características).

segunda-feira, junho 18, 2007

Burnin´ Boat - gravando Ignitin´ parte IV (guitarras)



Para agilizar as gravações, acabou que me incumbi de registrar todas as guitarras base, com exceção do cover de Fastway, "Say What You Will", na qual o Cláudio e eu gravaríamos, cada qual, a sua linha; mas o resultado nessa música ficou inaceitável (as guitarras não estavam coesas), e nas sessões de fevereiro de 2001 gravei novamente as guitarras para essa música com a guitarra do Cláudio, e consegui o melhor timbre do cd, na minha opinião.

Nesse vídeo, de 14.02.2001, aparecem as guitarras base de Noise Garden (com a guitarra Squier do Bruce afinada com a 6.ª corda em D - o timbre ficou muito legal também, acentuado pela característica aspereza da Stratocaster) e de Hearbreakin´ (não lembrava da utilização da Squier).

segunda-feira, junho 11, 2007

Burnin´ Boat - gravando Ignitin´ parte III (jam)



Mesmo concentrados na gravação das linhas de bateria, Bruce e eu não perdemos o cacoete de fazer algumas jams com riffs criados instantaneamente, e lembro que gostei muito desse riff na época (e acho legal até hoje, afinal é o meu tipo de riff, basicamente).

segunda-feira, junho 04, 2007

Burnin´ Boat - gravando Ignitin´ parte II (aquecimento de bateria)



Logo após a instalação dos pratos e o posicionamento das demais peças da bateria, o Bruce costuma aquecer com umas levadas funky.