quinta-feira, agosto 19, 2004

Bruce e Lukee no Hurricane - ensaio
Lukee no Hurricane - ensaio

quinta-feira, agosto 12, 2004

Ensaio BURNIN´ BOAT - Na hora a gente acerta

- Foi das 0h às 2h, da madrugada de 11 para 12/08, no estúdio Hurricane (Av. Pernambuco, 1900). Na verdade, o início atrasou uns bons 15 minutos, pois a banda do dono do estúdio estava ocupando o espaço, com um death metal surpreendentemente bom (riffs muito inspirados e inspiradores).

Desta feita, contamos com o retorno do Cláudio. Novamente eu me utilizei da Digitech + Jackhammer, mas não achei bom o timbre (muito saturado).

As músicas próprias rolaram tranqüilamente. Cláudio estava em forma, e a execução não apresentou dificuldades. Tivemos contratempos com os covers, especialmente na hora dos solos, pois estamos deixando espaço para o Vinícius (tecladista) fazê-los. Pelo menos, aparentemente, AS I AM vai rolar bem, pois o Cláudio tirou os riffs, e praticamos bastante no ensaio. A Cris vai cantar essa.

Show BURNIN´ BOAT (12/08/2004 - Croco)


Seguramente, este foi o melhor show da história da BURNIN´ BOAT. Vivenciamos aquele tipo de noite em que TUDO deu certo; realmente, uma noite memorável.

A passagem de som estava marcada para as 18h; chegamos lá depois das 20h, e a bateria recém estava sendo ajeitada. Passamos o som primeiro, pois estávamos todos lá (com exceção do Luciano): a 1.ª banda da noite, Ultrasônica só chegou na hora do show, e a 3.ª banda, Coyote Junkie estava dispersa.

Na passagem, iniciamos tocando ACE´S HIGH. Eu utilizei o ampli Fender Princeton, com sua própria distorção - decisão acertadíssima - e o Cláudio usou o Behringer V-Amp 2 , que todas as revistas de guitarra nacionais consagram como o melhor simulador de amplificadores e efeitos do mercado. Conforme o próprio Cláudio, esse simulador não é tão bom assim, "nada supera um bom amplificador".


Efetuados ajustes, tocamos PERFECT STRANGERS, já com Vinícius nos teclados. Foi uma versão majestosa, todos perfeitamente afinados, e os presentes se entusiasmaram bastante. Seguimos, então, com AS I AM (duas vezes).

Os shows, propriamente, só começaram às 0h. A Ultrasônica (que no flyer era definida como do estilo "hard pop") tinha bons músicos (destaque para o baixista e para a Ibanez Jem branca de um dos guitarristas). Abriram com LIKE A STONE, apresentaram composições próprias (que não foram do meu agrado - mas respeitei bastante o fato de que eles baixaram a afinação da sexta corda para D), e fizeram uns covers muito bons de Foo Fighters entre outros. Fecharam com KILLING IN THE NAME do Rage Agains the Machine, que ficou muito legal e empolgou a galera. Aliás, a presença do público, surpreendentemente, foi muito boa.

Enquanto nos arrumávamos para assumir o palco, tocou no som mecânico belas músicas: ROAD TO HELL, LONG LIVE ROCK´N´ROLL, entre outras.


Nosso set list foi inteiro apresentado corrido, com pequenas pausas entre as músicas. Foi uma estratégia espontânea e certeira - não demos descanso aos ouvidos de ninguém. A afinação em D ficou com peso e vigor na medida. O público reagiu bem a todas as nossas músicas, mas teve algumas que a empolgação foi geral.

ACE´S HIGH se confirmou como uma ótima escolha para abrir shows. Em seguida puxei NOISE GARDEN, cujo riff principal fica otimizado pela afinação. Rolou algum alvoroço do público, que balançou a cabeça no ritmo cadenciado da música. BLACK DRESSING SOUL ficou boa também. A essas alturas eu já não ouvia mais o baixo do Luís Carlos e a guitarra do Cláudio, mas tenho convicção de que mandaram muito bem. Sem ouvi-los, o jeito foi confiar no instinto e na bateria do Bruce e seguir adiante.


Fizemos uma ótima versão para HIDDEN. Dessa vez, eu senti aquele riff inicial melhor do que nunca. No meio da música, naquela parada, fizemos o trecho AS I AM do último do Dream Theater. Vinícius e Cris assumiram teclado e vocal, e a música ficou muito bem executada. Nesta a galera se empolgou também. A meu juízo, é o tipo de música que é mais legal de tocar do que de ouvir no cd.


Vinícius, então, fez a clássica introdução de PERFECT STRANGERS, e ali eu percebi que a sensação de tocar com o cara é o mais próximo do que se pode chegar à sensação de tocar com o próprio Jon Lord ou Don Airey. O Luís Carlos referiu que se arrepiou nessa introdução; e não é sem razão. Eu não me arrepiei, mas tremi-a-perninha nessa (e em todas as músicas do set list). A execução foi brilhante, e causou comoção na galera. E o teclado fez toda a diferença, pois nos ensaios, só com as guitarras, a música perde bastante o brilho.

Pausa para anunciar o show da banda do Vinícius - Hiléia - no dia 21/08. Não há dúvidas de que o cara é o MVP de qualquer show, de modo que a apresentação da Hiléia, com músicas próprias e covers de Dream Theater, é bastante aguardada. O Henrique, responsável pelas (belas) fotos do show, não perdeu tempo e gritou SPECTREMAN.

A galera pediu mais Deep Purple - teve quem gritou BURN. E seguimos exatamente com essa, que ficou uma bala. Mais uma vez o Vinícius tocou o solo do Blackmore; e o Cláudio, o do Jon Lord. Finalizamos com HUNTING HIGH AND LOW.

O cara da mesa de som já estava prestes a colocar o som mecânico, quando puxei SPECTREMAN. A música não tinha sido ensaiada com o Luís Carlos, por isso não estava prevista. Mas, realmente, não podia faltar. E tocamos assim mesmo. O Lukee tentou acompanhar - não deu muito certo - mas o importante mesmo era tocar. Risos por toda parte. Aí sim, acabamos a apresentação, e o cara da mesa botou MAN IN THE BOX no som mecânico - coincidentemente, é a música que eu venho palpitando para tocar nos shows.

A Coyote Junkie fez uma bela apresentação, só com covers de rock. Os caras estavam muito bem ensaiados, e tinham um guitarrista muito bom, com pentatônicas certeiras. O vocalista eu também curti, deu conta de alcançar o timbre de Brian Johnson e Axl Rose em músicas difíceis como BACK IN BLACK, WELCOME TO THE JUNGLE, entre outras. Rolou até JAILBREAK do AC/DC, que foi a música que me impulsionou para o hard rock/metal em 1993.

Os melhores comentários do show quem ouviu foi o Cláudio. Um dos guitarristas da 1.ª banda (Ultrasônica) achou que a nossa afinação era em B, porque segundo ele "eu toco em D, mas não fica assim tão pesado"; perguntou também se a Cris era da banda, referindo que ela tinha se apresentado bem. Eu, particularmente, fiquei bastante satisfeito com os comentários elogiosos sobre as composições próprias e ao peso das guitarras. De fato, foi uma noite memorável em que tudo deu certo.

terça-feira, agosto 10, 2004

Ensaio BURNIN´ BOAT - Cafezes (aka cafezinho)

- Às 14:00, no estúdio Hurricane, na Av. Pernambuco, perto do Bruce. A sala era bem escura - só tinha uma lâmpada - mas tinha bons equipamentos e boa acústica. Desta feita, usei o ampli que tinha lá no canal limpo - reativei a Digitech (utilizei 2 efeitos que eu gostava bastante quando entrei na banda, em 1998), com a distorção do Jackhammer - o timbre ficou mais abelhudo, mas eu curti.

A boa notícia é que Cláudio se fará presente no show de quinta-feira. Tudo indica que amanhã ele se juntará aos outros 4 (eu, Bruce, Luciano, Luis Carlos) para um único ensaio.

Iniciamos o ensaio sem o Luciano - tocamos as 4 nossas, com bom aproveitamento. Fiz só alguns solos - NOISE GARDEN e BLACK DRESSING SOUL. Com o Cláudio, posso me concentrar nos riffs e nas bases, que é a função que eu pretendo me seguir. As músicas estão muito boas - o Luis Carlos (aka Lukee) está se saindo muito bem, acompanhando com desenvoltura todas as músicas, e arriscando até os sonhados backing vocals (BLACK DRESSING SOUL e BURN). O Luciano modificou um pouco os vocais em NOISE GARDEN (na 1.ª vez), com resultados bem expressivos.

Acredito que o set list esteja formado nesta ordem: ACE´S HIGH (mais curta, com um solo apenas), NOISE GARDEN (sem a introdução aquela), BLACK DRESSING SOUL, HIDDEN w/AS I AM, PERFECT STRANGERS, BURN e HUNTING HIGH AND LOW.

Não nos permitimos jams neste ensaio; só rolou a música egípcia (RAMSES).

As afinações são drop-D nas 4 nossas, e normal nos covers.

Ao que tudo indica, repetiremos a participação especial do tecladista fenômeno Vinícius, nos 3 covers.

sábado, agosto 07, 2004

Ensaio Burnin´ Boat - Improvisando

- foi neste sábado, 14:00, no Estúdio Cidade Baixa (pertíssimo da minha casa). Preparatório para o show de 12/08 (próxima quinta!). Por uma série de razões alheias a nossa vontade, a formação da banda estará completamente descaracterizada: o Luís Carlos será o baixista, e eu o único guitarrista. O repertório será curto e pesado.

O Estúdio Cidade Baixa ficou grande para nós quatro (estou acostumado a tocar com alguém batendo na minha guitar, tanto em shows como em outros estúdios). Eu, particularmente, estava destreinado, de modo que a minha atuação ficou bastante comprometida, especialmente nos solos - que eu já julgava não precisar mais fazê-los. Pois vou ter que reaprender licks e tudo mais, a fim de fazer o menos feio possível. Toquei direto no ampli do estúdio.

O repertório não foge muito do que vimos tocando: ACE´S HIGH, NOISE GARDEN, BLACK DRESSING SOUL e HIDDEN. Nesta última, acertamos tocar parte de AS I AM do Dream Theater. Quanto a covers: PERFECT STRANGERS, BURN e HUNTING HIGH AND LOW. Acredito que esse repertório ultrapassa além do aceitável o limite de 35 minutos estipulados para a nossa apresentação. No próximo ensaio, melhor entrosados, poderemos ajeitar as coisas.

A atuação do Luís Carlos, diferentemente da minha, foi bastante inspirada. Logicamente, enfrentamos algumas dificuldades com as músicas próprias, uma vez que o baixista recém está se familiarizando com as mesmas. Ainda assim, tocamos todas do começo ao fim, de modo que só se fazem necessários pequenos ajustes.

HIDDEN foi a que se prestou a maiores improvisações - justamente a que o Luís Carlos não tinha nenhuma referência de tablatura ou cifra. Achei interessante esse fato, pois assim HIDDEN é uma música que cada baixista que já passou pela banda tocou de um jeito diferente (cada qual imprimindo suas próprias influências e - por que não - o seu feeling).

Em tempo: ao final, depois de tocarmos 2 vezes cada música do show, fizemos uma jam muito boa; rolou, essencialmente, Metallica: SEEK AND DESTROY (dos tempos da Ruligans), tentativa de CREEPING DEATH, e uma bela versão de FOR WHOM THE BELL TOLLS (o Bruce finalmente acompanhou certinho boa parte das viradas do Lars). Outro destaque foi SYMPHONY OF DESTRUCTION (nunca havia tocado com um baixista que a soubesse inteira).

segunda-feira, junho 28, 2004

Resenha na revista Roadie Crew (capa do Gamma Ray)

sábado, junho 19, 2004

Gravando Another Day do Dream Theater no Studio Bruce.

terça-feira, junho 15, 2004


Teatro de Camara - 22-05-2002 (flyer) Posted by Hello

Teatro de C�mara - 22-05-2002 (ingresso) Posted by Hello

segunda-feira, junho 14, 2004


Festival de Talentos da PUCRS 2000 - lista de bandas. Posted by Hello

Festival de Talentos da PUCRS 2000 - backstage pass com o nome da banda errado. Posted by Hello

terça-feira, maio 25, 2004


Show no Guanabara em 2003. Posted by Hello

segunda-feira, maio 24, 2004


Bruce e Nilton no primeiro ensaio do retorno. Posted by Hello

sábado, maio 22, 2004

Show BURNIN´ BOAT (22-05-2004 - Arsenal, na Av. Goethe, em frente ao BeerStreet)

– foi uma noite boa, na qual tudo deu certo. O local é pequeno, mas com boa acústica (não precisamos aumentar muito o volume dos amplis pra tomar conta do bar), e teve bom público. Além de presenças consagradas em shows da Burnin´ Boat – notadamente, Fernando & Vanessa, Ace e Minduim - , o show de sábado ainda foi acompanhado pelo grande Barboza (com qualificadas presenças femininas, que agitaram todo o show da banda do Dioberto – Firewall). A passagem de som, que rolaria às 21:00, na verdade, só ocorreu quase duas horas depois. Tocamos, então, HIGHWAY STAR e WAR PIGS.

Quem se apresentou primeiro foi o projeto capitaneado pelo Bruce, Insight, com versões acústicas de Evanescence, Mr. Big, Christina Aguilera, entre outros. Em seguida, “subiu” ao palco a banda do Dioberto (com Nílton no baixo) – Firewall – com introdução erudita (CARMINA BURANA), apresentando covers clássicos, empolgantes e, sobretudo, infalíveis: YOU GIVE LOVE A BAD NAME, IT´S MY LIFE, COCHISE foram as melhores – teve ainda ROCKIN IN THE FREE WORLD, LIKE A STONE, SMOKE ON THE WATER, ROCK AND ROLL ALL NITE, PLUSH, uma do Pearl Jam que não lembro o nome agora. A banda melhorou consideravelmente em relação ao outro show que eu tinha assistido antes (no aniversário do Dioberto do ano passado, no Guanabara) – estavam todos bem entrosados e ensaiados. Os guitarristas se valeram de invejáveis instrumentos – um com uma Ibanez preta modelo Steve Vai, e outro com uma Ibanez branca modelo Paul Gilbert. O Nílton esteve seguro como sempre, sem deixar de fazer palhaçadas durante todo o set. O Dioberto igualmente esteve bem, até na exigente COCHISE.

A essas alturas eu já estava desolado, pois havia assistido duas bandas tocando repertórios conhecidos, e muito bem ensaiadas. O público do local (pelo menos o pessoal que estava na parte de baixo) não era “metal”, e eu já estava prevendo as pessoas indo embora no meio do nosso show. Ademais, o show só começaria à 1h da manhã, e neste horário, depois de duas (boas) apresentações, realmente, é demasiado acreditar que as pessoas ainda vão ter pique de assistir uma banda tocando um som desconhecido e pesado até o final. Particularmente, prefiro ser uma das bandas intermediárias (mas essa parece ser uma opinião só minha).

Em todo o caso, o show foi um dos melhores da banda. Tocamos o set com erros pequenos, que não atrapalharam o andamento das músicas (eu estava preocupado com WAR PIGS e o começo THE EVIL THAT MEN DO, que não estavam suficientemente bem ensaiadas). Abrimos, então, com WAR PIGS, e fomos bem. Seguimos com BLACK DRESSING SOUL, que teve um belo solo do Cláudio. Essa música ficou bem pesada, e está cada vez mais legal de tocar (realmente acho que foi uma dentro botar a guitar pra acompanhar o baixo nos versos). THE EVIL THAT MEN DO ficou bem empolgante (pra mim, pelo menos). O Cláudio fez o início sozinho, como havíamos combinado pouco antes do show.

Partimos, então, para a afinação dropped-D: NOISE GARDEN ficou muito legal, com peso e andamento perfeitos.

Havíamos combinado, previamente, com o Luciano Gillan que ele cantaria no show duas músicas: ACE´S HIGH e AUNT EVIL (as quais o Dioberto ainda não aprendeu as letras). Só que no momento de tocar HIDDEN, o Dioberto acabou chamando o Gillan ao palco, causando algum tumulto. Tentamos (eu e o Bruce), consertar a situação, pedindo para o Gillan cantar HIDDEN, e depois as outras duas combinadas; só que o Gillan revelou alguma resistência (provavelmente pelo estado etílico), e acabamos tocando ACE´S HIGH mesmo, que ficou muito legal (naquele momento eu toquei o riff de abertura com todo o vigor). Das músicas “novas” (assim entendidas aquelas que não estão no cd “Ignitin´”) essa é a minha favorita.

Ainda incertos quanto a ordem do set, tocamos HIDDEN, pois o Gillan acabou concordando em cantar essa. Mas aí o Dioberto voltou ao palco, e dividiram o vocal. Rolou tudo certo na jam do meio da música: riff White Stripes e o início de THE NUMBER OF THE BEAST (erramos comicamente o final). Essa versão de HIDDEN, na qual o Bruce muda o clima da música - ora aceleradíssimo, no estilo Lars Ulrich dos primeiros discos & St. Anger, ora stoner, somando-se a isso o refrão mais calmo tipo em algumas do System of a Down, onde há mudança brusca de andamento – é realmente bem interessante, e muito pesada.

Novamente só com o Gillan tocamos AUNT EVIL, que eu curti bastante. Acho que isso tudo mostra que o Luciano não perdeu o entrosamento que sempre tivemos (eu, ele e o Bruce), e tudo sempre dará certo quando todos lembrarem de suas partes nas músicas – ensaios são até desnecessários quando todos conhecem bem as músicas. Tanto é que ele cantou essas três sem nenhum ensaio, e se saiu bem.

De volta à afinação normal, tivemos o acréscimo qualificadíssimo do tecladista Vinícius (da banda Worldengine do Bruce), que se mostrou um verdadeiro Jordan Ruddess (tanto musicalmente, quanto na performance). Tocamos, então, BURN. Abdiquei do meu solo em seu favor, causando uma inusitada situação: o tecladista tocou o solo do Blackmore e o guitarrista, o do Jon Lord. Quem nos conhece sabe que isso é perfeitamente explicável. Em seguida tocamos HUNTING HIGH AND LOW, que ficou bem legal – achei muito melhor com o teclado acompanhando aquele riffzinho do começo. Nessas duas músicas eu me senti bastante seguro com o tecladista, o que sempre acontece quando há um músico de exceção tocando ao lado.

Já exausto (e com forte dor de cabeça), deixei o palco para os outros fazerem a jam que entendessem devida. PERFECT STRANGERS ficou muito boa. Tocaram várias ainda: WASTING LOVE, THE TOWER (com o Gillan), entre outras. Mesmo assim, fiquei até o final, pois meu equipamento havia sido requisitado e deveria estar lá disponível para quem quisesse tocar. O Dioberto, que havia orquestrado a jam, saiu logo no começo, o que me causou espécie. Certamente, um dos melhores momentos da jam foi CONFORTABLY NUMB, e gostei da hora em que o Nilton cantou alguns versos. A música teve dois solos de guitar: no primeiro, Cláudio se mostrou hesitante (acho que não era esse o solo que ele costumava tocar na Hard Times, ou outra banda/projeto em que esteve envolvido), mas no segundo solo ele tocou com firmeza e até algum feeling.

Foi uma bela noite, e agradeço a todos os que se fizeram presentes, especialmente ao grande Barboza (e suas alegres amigas – têm que levar elas em todos os shows!), e à Vanessa, que tomou conta da minha máquina para as fotos (só que a máquina não está comigo: ou não me foi devolvida – o que eu espero tenha ocorrido; quero crer que ela está segura nas mãos da Vanessa/Fernando/algum conhecido - , ou ficou esquecida no local, caso não tenha sido encontrada pelo Bruce). Burn the boats!

quarta-feira, maio 19, 2004

Ensaio BURNIN´ BOAT - O último antes do show

- mesmo horário (das 8h às 10h) e local (Estúdio Groove) do último ensaio. Agora se fazem marcantes os efeitos do inverno nos músicos, especialmente os guitarristas: mãos congeladas. Dessa vez, até o Cláudio sentiu a pressão; mas não é nada que a primeira (ou segunda) música não resolva. Como tem ocorrido nesses ensaios, toquei com a guitar direto no Marshall (JCM 900), que, segundo a responsável pelo local, estava ainda melhor, pois havia sido regulado durante a última semana. O Cláudio se valeu da Fender ligada direto no outro Marshall (sem o SanSamp). O Luciano "Gillan" não se fez presente.

Tocamos PARASITE (do Kiss), enquanto o Cláudio se ajeitava; aparentemente, esta música entrará para o repertório dos próximos ensaios, após o show de sábado. Trata-se de uma bela música, que tem empolgado bastante.

O riff de BURN fica magnífico nesse Marshall JCM (realmente uma pena não poder contar com esse ampli no show). A música rola sem problemas, como de costume, a não ser a parte do meu solo, na qual eu comprometo terrivelmente. Entretanto, o Bruce agilizou o tecladista Vinícius da banda dele para tocar nesta (eu abro mão do solo, em seu favor).

BLACK DRESSING SOUL teve alguns problemas (foi repetida no final do ensaio), mas ficou boa - o Cláudio continua destruindo na hora do solo (especialmente nas partes que ele parece estar fritando as notas - palhetando à fu, com a palheta de metal). Eu definitivamente abandonei aquele dedilhado do meio da música, que sempre me travou nos shows e ensaios. Agora, salvo melhor juízo, o (meu) lance é usar cada vez menos o som limpo. Em THE EVIL THAT MEN DO eu ainda acho que não estou tocando o início exatamente como o Cláudio - vou ver se pratico até o show. O resto da música ficou tranqüilo, principalmente naquele pre-chorus.

Em HIDDEN fizemos o mesmo esquema do último ensaio - na parte do meio, uma jam com aquele riff do White Stripes, e o THE NUMBER OF THE BEAST até a parte do grito. O riff principal com afinação drop-D já está melhor assimilado. NOISE GARDEN tá bem certinha, cada vez mais confortável de tocar (é muito fácil), tanto que estou acrescentando uns vibratos meio Zakk Wylde (mestre) nos riffs. Ainda nesta afinação, tocamos ACE´S HIGH (instrumental - o Dioberto tentou acompanhar do 1.º verso até o 1.º refrão). Particularmente, gostei bastante do meu solo nesta (espero que possa ouvir na fita).

Em HUNTING HIGH AND LOW eu perdi a palheta em dado momento (fazia tempo que isso não acontecia), e não tinha palheta sobressalente (será providenciada para o show). Acabei tocando o resto da música com uma moeda de R$ 0,10. WAR PIGS segue sendo uma música um tanto problemática (ao que parece, estamos cortando alguns versos). Mas aproveitamos para acertar algumas partes críticas. A melhor parte, sem dúvida, é a do começo, muito climática. Tocamos, ainda, AUNT EVIL instrumental.

Entre as músicas, continuo aproveitando para praticar riffs a serem aproveitados em futuras composições: Oblivious e riff egípcio (dessa vez pude tocar em drop-D). Rolou ainda uma jam com um riff pesado bem legal que surgiu espontaneamente. Espero que tenha sido gravado, e que ninguém ache ele parecido com algum outro riff de alguma outra banda.

Show das bandas BURNIN' BOAT, FIREWALL E INSIGHT

Quando:Sábado, 22 de Maio!
Que hora: 21:30h
Onde: Arsenal (onde a Goethe vira Mariante, número 587)

O que: Show com as bandas Burnin' Boat (músicas próprias e covers de Black Sabbath, Stratovarius, Deep Purple e Iron Maiden), Firewall (covers de rock) e InSight (covers acústicos de Lenny Kravitz, Evanescence, Christina Aguilera, Mr. Big e Nickelback).

O Ingresso é 5 reais e depois dos shows deve rolar uma grande e bela jam no local! Apareçam, miseráveis.

quarta-feira, maio 12, 2004

Ensaio BURNIN´ BOAT - Café da manhã no estúdio (e com chuva)

- desta vez, nos superamos: ensaiamos no Estúdio Groove no horário ingrato das 8 às 10h. De minha parte, que sou notívago, não tive maiores problemas - fui o segundo a chegar, depois do Dioberto. No final, quem se atrasou (passada meia-hora do início do ensaio) foi o Bruce, que mora ao lado do estúdio; mas o atraso foi involuntário, portanto, absolvido. Mais uma vez, o faltoso foi o Luciano "Gillan" (será que ele tá recebendo as mensagens do Bruce via internet?).

Novamente toquei só com a guitar direto no Marshall. O Cláudio não levou seu equipamento (salvo o cobiçado Sansamp), e mais uma vez enfrentou problemas de apitos e microfonias com a Fender (ele plugou no outro Marshall que tinha lá). Aparentemente, a Fender tá com esses problemas por já ter sido muito mexida (a coisa fica crítica em músicas como WAR PIGS, que tem longas pausas, onde a guitar fica apitando inconvenientemente).

O ensaio serviu para dar um firme passo adiante nos preparativos do show de 22/05 no Arsenal. O repertório já está basicamente definido, e foi bem executado na maioria das músicas. Abrimos com HIGHWAY STAR, que ficou boa, tirando os problemas de afinação (que geralmente acontecem nas primeiras músicas). No entanto, para o show, por decisão da maioria, tocaremos BURN, que fazia tempo que não tocávamos e ficou boa (menos os solos - o meu, por causa da minha notória toconice; o do Cláudio, pelos apitos-e-microfonias).

WAR PIGS está ficando bem legal. Nunca foi das minhas favoritas do Sabbath, mas ela realmente FAZ o clima, especialmente no começo. Problemas na hora do solo, que eu não sabia acompanhar (o Sabbath não tem rhythm guitar) - provavelmente, vou dobrar a parte do baixo, ou dar alguma enrolada no Mi. Ao final, emendamos HEAVEN AND HELL, e já acertamos o final. Falta só eu tirar o riff do meio.

THE EVIL THAT MEN DO rolou tranqüila, desta vez atentando para as duas repetições da ponte na primeira vez. Das nossas, teve NOISE GARDEN, ACE´S HIGH e HIDDEN. A primeira ficou muito boa; o timbre do Marshall fica perfeito com a guitar afinada em drop-D, que fica perfeito com o riff principal da música. No solo, o Cláudio mandou muito bem, ainda mais que ele prestou uma verdadeira homenagem a este que ora escreve, ao reproduzir um "lick" do solo que eu gravei e que costumava tocar (por sinal, tal "lick" foi "inspirado" na parte final de SURFING WITH THE ALIEN do Satch).

ACE´S HIGH ficou, mais uma vez, só no instrumental. Em HIDDEN, eu e o Cláudio passamos por alguns contratempos no riff principal (com a afinação drop-D a digitação fica medonha). Na parte do meio, rolou galinhagem com aquele riff do White Stripes. Depois, o Nílton puxou o THE NUMBER OF THE BEAST, que tocamos até a parte do grito (como eu havia imaginado). O Bruce foi muito feliz quando acenou para voltarmos direto para a 2.ª parte de HIDDEN - funcionou perfeito, e salvou a pátria (na hora eu não estava muito certo se aquela jam continuaria ou não).

HUNTING HIGH AND LOW ficou muito boa. Na hora do solo não teve aquele silêncio do outro ensaio, pois eu havia aproveitado o primeiro quarto de hora que estávamos desfalcados para lembrar e praticar as notas do solinho. Rolou ainda BLACK DRESSING SOUL em afinação normal - tá ficando bem interessante, com mais peso. Nesta o Cláudio se superou no solo, que ficou matador (espero que tenha ficado o registro na fita, pois acho que ele estava puto com a Fender e resolveu descontar tudo na hora do solo). AUNT EVIL não teve vocal e, curiosamente, ficou muito boa só no instrumental.

Ao final, deu tempo só para mais um WAR PIGS, no qual erramos a parte do solo, cortando-o totalmente, mas voltando bem para o resto da música. Faltou o SPECTREMAN.

segunda-feira, maio 10, 2004

Próximo show:

será no Arsenal (na Goethe), no dia 22/05 (sábado). OBS: é aniversário do Dioberto - não esqueçamos de levar ovo e farinha.

sábado, maio 08, 2004

Ensaio BURNIN´ BOAT - And then we were 5

- foi no sábado (08/05), às 14:00, no Estúdio Groove. Foi o primeiro ensaio desde outubro, e é preparatório do show de 22/05 no Arsenal (aniversário do Dioberto). Desta vez, só faltou o Luciano "Gillan". Toquei com minha guitar direto num ampli Marshall magnífico que tinha lá, e consegui o melhor timbre de todos os tempos simples assim - guitar + Marshall. Como aquecimento, enquanto o Cláudio se ajeitava, e o responsável pelo estúdio (integrante da Júlio Igrejas) arrumava os equipamentos, o Nílton puxou YOU GIVE LOVE A BAD NAME, ao que acompanhamos prontamente.

Durante boa parte do ensaio eu me ressenti da falta de prática e da recente lesão futebolística na mão esquerda, sendo que o Cláudio flagrou bem o problema quando perguntou se eu estava me sentindo "com as mãos duras". Era exatamente essa a sensação.

O Nilton puxou também a primeira do ensaio - HIGHWAY STAR, que foi bem executada; a vantagem de tocar num estúdio ficou manifesta, pois todos os instrumentos estavam em volumes bastante aceitáveis, sem contar os timbres (o Cláudio enfrentou alguns problemas de microfonia com o ampli Fender). Aparentemente, a bateria não tinha boa acústica, mas, honestamente, não percebi tal deficiência - por outro lado, é melhor do que ser obrigado a aumentar os volumes dos amplis para compensar a bateria muito alta.

Com afinação dropped-D tocamos HIDDEN, que não ficou muito boa nas passagens de um trecho para outro da música - talvez se o Bruce se valesse mais de uns rolos ou viradas no último compasso antes de cada mudança (tipo, último compasso antes do refrão, ou no último compasso do refrão antes de voltar pro 1.º riff, etc) a música fluiria melhor. No meio, onde antes tinha um interlúdio com baixo e solo do Cláudio, tentei interpolar THE NUMBER OF THE BEAST, mas ninguém entendeu nada, e ficamos tocando algum tempo aquele riff inicial, sem qualquer sentido. Na volta de HIDDEN, o Cláudio fez o meu solo.

Rolou NOISE GARDEN, onde o timbre do Marshall se fez muito bem presente. O Cláudio, mais uma vez, atendendo a meu pedido, fez o solo, que ficou legal. Nesta música senti o mesmo problema relatado em HIDDEN, nas mudanças da música (verso-ponte-refrão). Tocamos, após, ACE´S HIGH, que o Dioberto ainda não aprendeu a letra. Nesta eu fiz meu solo normalmente, mas foi uma rara ocasião em que as notas vinham na minha cabeãa, em seguida eu encontrava a posição correspondente na guitarra, e funcionava! Em regra os meus solos são improvisados e bastante intuitivos, gerando resultados bastante irregulares (tentativa-e-erro). Espero que tenha ficado o registro na fita.

Ainda com a afinação pesada, puxei BLACK DRESSING SOUL, que ficou mais interessante, mas padeceu de alguns erros na execução, além do fato de que o Dioberto espaçou demais os versos, confundindo um pouco a nãs que estávamos acostumados com a versão normal.

Entre uma música e outra, eu puxei alguns Kiss, tipo TEARS ARE FALLING (acompanhada pelos demais - é uma baita música), YOUNG AND WASTED, FITS LIKE A GLOVE, CALLING DR. LOVE (acompanhada) e PARASITE, que ficou muito ouro (o timbre do Marshall ajudou tremendamente). BLACK DIAMOND também ficou legal.

Também aproveitei para praticar uns riffs que eu pretendo utilizar em músicas para a banda: um riff estilo egípcio, que já tem um esquema verso-ponte-refrão acertado, e o que convencionou-se denominar OBLIVIOUS (o Bruce prometeu uma letra pra essa), e espero que tenha ficado na fita também (toquei no momento afinação drop-D).

Com afinação normal rolou AUNT EVIL, na qual eu tive dificuldades pra tocar o riff, que exige alguma agilidade na mão esquerda. Puxei um SMOKE ON THE WATER em determinado momento, e rolou legal (é daquelas que não precisam ser ensaiadas), menos o solo, que ficou rude. WAR PIGS rolou com pequenos contratempos, ao final emendada com HEAVEN AND HELL (tem que acertar o final). Do Iron, tocamos THE EVIL THAT MEN DO. Nesta, eu e o Cláudio vamos praticar um pouco mais o começo, para ficar um uma oitava acima do outro. Um dia faremos o esquema do Maiden-de-3-guitarras, de 2 guitars solando ao mesmo tempo.

Em dado momento do ensaio lembrei de puxar HUNTING HIGH AND LOW do Stratovarius, que era tocada na época da Bed Reputation (eu, Bruce & Dioberto) e na Thundrilium (Cláudio & Nílton), de modo que todos estavam familiarizados. E causou algum alvoroço no início, porque é uma boa música, simples e empolgante. Nem eu nem o Cláudio lembramos como era aquele solinho ridículo (de fácil) no meio da música - o que faz de Timo Tolkki um cara que sabe quando a música não se compadece com um solo com muitas notas. Na verdade eu nunca aprendi esse solo, pois na outra banda tinha outro guitarrista que tocava melhor. Enfim, a música ficou boa, e seguramente fará parte do repertório para o show.

A última foi SPECTREMAN - o Nílton cantou junto com o Dioberto, e no final fizemos aquele típico encerramento de show, segurando um acorde (no caso foi C) por um bom tempo. Repetimos, de galinhagem, mais duas vezes (D, depois E), e o resultado ficou engraçado.

Entendo que o repertório do show será assim (ordem aleatória): HIGHWAY STAR, WAR PIGS, HUNTING HIGH AND LOW, THE EVIL THAT MEN DO, HIDDEN, ACE´S HIGH, NOISE GARDEN. Outras possíveis: SMOKE ON THE WATER, BLACK DRESSING SOUL e alguma outra que pode surgir no próximo ensaio.